Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Um Igarapé no meu quintal agora no youtube

maio 14, 2012

Agora no youtube em resolução máxima de audio e vídeo, o documentário “Um Igarapé no quintal”, produzido através do projeto cinema e cidadania (aprovado pelo edital arte e consumo – procon Acre-2008), o qual contou com oficinas em audiovisual para 30 pessoas que trabalharam ativamente da produção e captação. O vídeo mostra a situação dos córregos (igarapés) que cortam a cidade, em especial o Igarapé Fundo.

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Projeto Arte e Consumo chega ao Panamá

novembro 8, 2011

Após exibições em várias capitais brasileiras é hora do projeto cinema e cidadania sair do Brasil. De acordo com a idealizadora do projeto, Francis Alves de Lima, a idéia de se trabalhar a conscientização sobre consumo aliada a arte chamou a atenção das pessoas aonde foi exibida.

Agora uma apresentação sobre o projeto e as realizações em conjunto com as comunidades trabalhadas será realizada no Panamá.

No projeto foram oferecidas oficinas sobre teatro, música, cinema e pintura. Em nosso caso, foi um minicurso de cinema documentário com a produção de um vídeo de 30 minutos.

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Assista na íntegra: “Um Igarapé no Meu Quintal”

agosto 12, 2010
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Depois de alguns séculos…

julho 21, 2009

Texto escrito por Maíra Menezes – aluna da oficina de cinema – registrado no seu blog: http://www.filosofandonaamazonia.blogspot.com/

Comecei no mês passado,a participar de um curso de cinema e no curso executamos um projeto gravação de um documentário sobre o Igarapé Fundo.E lá fui eu,totalmente empolgada com a gravação.”Po,massa,vou ajudar a fazer um documentário”.Ao passar das semanas,vi que o projeto era além do que eu imaginava,não era só gravar um documentário,era também uma maneira de alertar as pessoas,que consomem desenfreadamente e não conseguem ver o dano que acabam fazendo,não só na sua vida,mas na vida de todos.

Maíra na produção

Maíra na produção


Me envolvi profundamente no projeto,não só para fazer um bom documentário,mas para tentar,verdadeiramente salvar o igarapé Fundo.Todos os moradores antigos,que nós entrevistamos,falam com saudosismo do igarapé de quando ele era limpo.Todos eles também,colocam a culpa no outros e nunca assumindo o próprio erro (claro).
Trecho do Igarapé Fundo

Trecho do Igarapé Fundo

Não estou aqui para julgar ninguém,e nem falar sobre atitudes que não foram tomadas.Estou apenas querendo que algo verdadeiramente seja feito,não só para o igarapé,mas com todo o nosso planeta,quando disso isso incluo todos os seres vivos que aqui residem.

Assim,como a Sociedade Philosophia,devemos Preservar e promover a vida!

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Os limites do capital são os limites da Terra

julho 20, 2009
Leonardo Boff

Leonardo Boff

Segue um texto de Leonardo Boff, nosso entrevistado, que foi retirado do site: http://www.akatu.org.br/central/opiniao/os-limites-do-capital-sao-os-limites-da-terra Indicação de Maíra Menezes.

Na atual crise, a questão principal não é salvar o sistema econômico, e sim a humanidade.

Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day, quer dizer, “o dia da ultrapassagem da Terra”. Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade, em 2008, ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.

Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.

Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituísse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado.

A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a dilapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade geracional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas, esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos.

Poucos são os que colocam a questão axial: afinal, se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migalhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema.

A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecossistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza.

Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo ao qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós.

A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está, não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos, diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade, é a escuridão.

Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais – a econômica e a alimentar – e duas estruturais – a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos debates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais, que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais.

As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil, que movimenta 80% da máquina produtiva mundial, tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas, ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso.

A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e não há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilizar o clima em torno de 2 a 3 graus Celsius, já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos.

De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar, nos próximos anos, cerca de 200 milhões de refugiados climáticos, segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d’Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações.

Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada.

Em 1961, precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981, empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995, já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40%, e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas, não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900, quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes, e 2008, com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quisessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar — cálculos já foram feitos — iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa.

A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundância dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade.

Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina, e a natureza, devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estratagemas que seus ideólogos vindos da tradição marxista, keynesiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não serão capazes de reanimá-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser, mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje, nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia, mas esgotou sua virtualidade de nos oferecer um futuro discernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo, mas superá-lo.

Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nesses limites, tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar, seremos destruídos por Gaia, pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que, de forma persistente e continuada, ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.

Para onde iremos? Nem o Papa, nem o Dalai Lama, nem Barack Obama, nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas, pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos. Esta direção nos levará a uma Terra na qual os seres humanos podem ainda viver humanamente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.

Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos: (1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza; (2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca; (3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos; (4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal; (5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.

Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo, mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar.


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O Igarapé Fundo

julho 20, 2009
Nascente

Nascente

O Igarapé Fundo é um dos igarapés acreanos que possui situação mais precária, pois ele atravessa 24 bairros da capital acreana e estar em ambiente urbano o afetou de várias formas. Há trechos que não dá para reconhecer como um igarapé, por estar tomado de lixo e esgotos.

Ele possui 4 nascentes, uma fica dentro da propriedade do Edvaldo, outra no Manoel Julião , uma próxima da Fundação Bradesco e outro no Conjunto Esperança. E além da situação poluição ambiental, a localidade que o cerca foi compreendida como áreas precárias, por isso elas foram contempladas no programa de governo que as elenca como Zonas de Atendimento Prioritária, formando então a ZAP 3 – Igarapé Fundo.

Entre as ações desenvolvidas para a ZAP, um dos programas destaques é o PAC. Mas o programa que é destaque mesmo para o Igarapé, são as recuperações de nascentes e matas ciliares e a revitalização do Igarapé. Todavia apesar dos benefícios, durante as gravações foram capturados alguns progressos, assim como esgotos sendo despejados diretamente no Igarapé.

Vê-se que nem tudo depende de ações governamentais. E nós estamos somando à esse processo, pois a educação ambiental e conscientização pode fazer diferença na sobrevivência do Igarapé (que já foi) Fundo.

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Último dia de gravações

julho 20, 2009

Hoje, às 18 horas no Teatro Plácido de Castro, nossa equipe colhe o último depoimento que vai compor o documentário, o entrevistado é Leonardo Boff.

Boff veio ao Acre em uma edição do projeto “Sempre um Papo” para lançar seu livro “Ética & Ecologia: Desafios do Século XXI”. Ele é um teólogo e filósofo com um grande arcabouço cultural, tendo mais de 90 livros publicados.

Com esse curriculum ele é uma pessoa indicada para estar falando das perspectivas do meio ambiente e ética, que está intimamente ligado ao conceito de “Consumo Consciente”. Sem dúvida nenhuma que ele é um personagem que dará mais peso à mensagem do documentário.